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Planejamento & Controle de Obras · Material de referência

Choveu — e agora?

Dia improdutivo de chuva não é desculpa: é dado. Quando a pluviometria vira número no cronograma, o atraso deixa de ser "azar" e passa a ser impacto quantificado — a base para projetar o término real e sustentar o pleito de prorrogação de prazo.


🌧️ Pluviometria · praticabilidade 📚 Aldo · AACE · pleito de prazo 🔗 módulo de Pluviometria do Getsimplan
chuva (mm/mês)dias improdutivos estimados
O perfil de chuva de um ano não é uniforme: concentra-se nos meses úmidos. Onde a barra azul (chuva) sobe, sobe também a vermelha (dias parados). Uma obra que atravessa o verão chuvoso perde mais dias no mesmo trecho de cronograma.
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Chuva é risco conhecido, não surpresa

Toda região tem uma climatologia — a média histórica de chuva por mês, de décadas de registro. Ela é previsível o suficiente para entrar no planejamento: uma obra de terraplenagem que começa em novembro no Sul sabe que vai atravessar o período mais chuvoso do ano. Ignorar isso não é otimismo, é falha de planejamento.

Um cronograma maduro já embute os dias não trabalháveis: no calendário da obra, nos índices de produtividade dos serviços sensíveis à chuva (terraplenagem, pavimentação, concretagem), ou como reserva. Quando a chuva real bate a prevista, você tem uma referência — e é dela que nasce o pleito.

PraticabilidadeNem toda chuva para a obra, e o solo não seca na hora. A praticabilidade considera o serviço (concreto x terra), a intensidade e o tempo de secagem — 30 mm num dia podem custar dois dias de terraplenagem. Por isso "dia de chuva" ≠ "dia parado": é preciso uma regra de conversão registrada em contrato ou no plano.
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Da chuva ao dia parado

A conversão de milímetros em dias perdidos é o coração do método. Ajuste o quanto a chuva impacta a sua obra (depende do serviço e do solo) e veja os dias improdutivos totais:

Cada mês converte sua chuva em dias parados pela regra escolhida. A soma é o total de dias improdutivos previstos no período da obra — o número que deveria estar no cronograma desde o começo.
Chuva no período
total acumulado (mm)
Dias improdutivos
estimados no período
Meses críticos
concentram a perda
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O impacto no término

Dias parados nos serviços do caminho crítico empurram o término — um a um. Se a terraplenagem (crítica) perde 12 dias de chuva, a obra inteira desliza 12 dias, a menos que haja folga para absorver. A curva S real se afasta da prevista exatamente na estação chuvosa, e o formato dessa distância é a assinatura do clima.

Impacto no prazo = dias improdutivos nos serviços críticos − folga disponível Chuva em tarefa com folga: absorvida, sem impacto no término. Chuva no caminho crítico: empurra o término dia a dia.
O erro comumSomar todos os dias de chuva como atraso. Só conta o que atingiu o caminho crítico e superou a folga. Um pleito que ignora isso é facilmente rebatido pela fiscalização — e um que demonstra isso, com pluviometria oficial cruzada ao cronograma, é difícil de negar.
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Sustentando o pleito de prazo

Prorrogação de prazo por chuva excedente é um direito contratual comum — mas exige prova. A construção do pleito:

1 · referência
Chuva prevista

A climatologia da região (fonte oficial: INMET, estação próxima) ou a premissa contratual de dias de chuva. É a linha de base.

2 · medido
Chuva real

O registro efetivo do período (pluviômetro da obra ou estação oficial). O excedente sobre o previsto é o evento.

3 · nexo
Impacto no crítico

Demonstrar que os dias excedentes atingiram serviços do caminho crítico, com o diário de obra e a análise de janela (window analysis).

4 · quantum
Dias de prorrogação

O número final: dias excedentes no crítico, líquidos de folga. Documentado, defensável, mês a mês.

Previsto × real, lado a ladoO argumento mais forte é visual e numérico: a chuva real sobreposta à prevista, mês a mês, com o excedente destacado e o impacto no cronograma anotado. Substitui dez páginas de narrativa por um gráfico que a fiscalização entende em segundos.

No seu dashboard

O módulo de Pluviometria do Getsimplan monta a base do pleito:

  • Chuva prevista × real por mês — a climatologia buscada por coordenada/cidade (fonte automática) ou importada da sua planilha/estação.
  • O excedente destacado e o impacto estimado no avanço, sobreposto à Curva S.
  • Cruzado com o caminho crítico e a erosão de folga, para mostrar quando a chuva atingiu o que realmente dirige o prazo.

MS Project e P6 não trazem clima. É o dado mais brasileiro do controle de obra — e o que menos aparece em planilha.

Quero medir a chuva da minha obra →
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Glossário & referências

Climatologia
A média histórica de chuva por mês da região — a referência prevista.
Praticabilidade
Se o serviço pode ser executado dada a chuva e o tempo de secagem. Nem toda chuva para a obra.
Dia improdutivo
Dia em que a chuva impediu o serviço. Convertido da pluviometria por uma regra de impacto.
Pleito de prazo
Pedido formal de prorrogação por evento fora do controle da construtora (chuva excedente), com prova de nexo e quantum.
Window analysis
Análise do cronograma por janelas de tempo, para demonstrar qual evento empurrou o término em cada período.

Referências

Livros / normas: Aldo Dórea Mattos — Planejamento e Controle de Obras · AACE International — RP 29R-03 (forensic schedule analysis) & 25R-03 · SCL — Delay and Disruption Protocol.

Fontes: INMET — dados climatológicos · Open-Meteo (climatologia por coordenada) · Extension of Time.
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